segunda-feira, 3 de novembro de 2025

E lá se vai...

O Lô Borges, um dos meus heróis musicais, morreu!

Ainda estou atordoado! Afinal de contas, esses caras - esses gênios- que tanto fizeram pela vida da gente, mesmo sem querer ou saber, através de suas canções, deveriam viver para sempre. O corpo físico segue sua jornada voltando a virar poeira de estrelas mas sua obra - já música clássica brasileira- permanecerá até muito depois de mim e de nós todos.

Mas falar do Lô, ou da música do Clube da Esquina, é também voltar no tempo, para os céus outonais/invernais da minha terra, quase Minas Gerais. É voltar para uma época onde se gravava fitas K-7 pra menina amada, de querer compartilhar tantas canções maviosas na esperança de que houvesse uma mínima compreensão da infinitude dos sentimentos que só poderiam ser descritos pelas melodias e letras das canções, já que palavras sozinhas eram insuficientes.

Falar do Lô também é voltar para o meu quarto do velho apartamento dos meus pais onde eu ficava tirando suas músicas no violão, viajando nas letras de seus parceiros também geniais. E mais tarde, tentando compor as minhas próprias viagens fincadas nas raízes de sua obra.

O tempo passou, todo mundo e o mundo mudou, os trilhos seguiram direções distintas mas suas harmonias, melodias e canções estão aqui.

Se eu cantar, não chore não

 É só poesia

 Eu só preciso ter você

Por mais um dia
 Ainda gosto de dançar
 Bom dia
 Como vai você?
 
Lô voltou pro universo não sem antes fazer desse mundo um lugar muito melhor. 

 

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