Caetano é um daqueles artistas que sempre estiveram no meu radar desde a infância permeada pelas ondas AM.
Lá pelo final da década de oitenta dei-me conta de sua grandeza e genialidade. Em especial os discos de autor Estrangeiro, Circuladô, Tropicália 2 e o de intérprete Fina Estampa têm apelos emocionais fortíssimos em mim. Neste período foram dois shows: Circuladô Vivo e Tropicália 2 junto com Gil. Depois meu interesse arrefeceu e só fui ouvi-lo com atenção na sua trilogia indie, se é que posso chamá-la assim: Cê (que adoro), Zii e Zie e Abraçaço.
Ao assistir o show que tem feito com seus filhos, Moreno, Tom e Zeca, todos muito bons músicos e cantores e com traços do pai em suas composições, constato que de fato Caetano é uma força da natureza. Sua voz continua impecável, sua classe, suas posições e claro sua obra, que sempre esteve em sintonia com o que ocorre neste país, continua a nos prestar um serviço imenso, seja em nossas emoções, ou mesmo em nosso posicionamento frente ao mundo.
Que sorte a família Veloso tem em poder trocar e compartilhar momentos tão sublimes em cima do palco. Costumo dizer que se alguém encontra uma pessoa com a qual pode dividir sua vida com música no meio, tudo fica melhor e mais especial. Neste caso, os Veloso são privilegiados!
Desde a abertura emocionante com Alegria, Alegria passando por composições de pai e filhos, duetos entre filhos, entre pai e filho, a lista segue rememorando canções lindíssimas do patriarca em sua voz ou não, como Jenipapo Absoluto, Oração ao Tempo, Gente, Trem das Cores, Leãozinho com arranjo lindíssimo, muito parecido com a gravação original e, claro, Força Estranha, momento catártico.
Aliás, este show tem um formato e uma vibe bem Qualquer Coisa, o disco. Alguma releitura dos Beatles deste disco teria sido bem vinda ali, ou mesmo Jorge de Capadócia, do Ben Jor, pra minha festa interna ter sido completa.
Viva Caetano!
Nenhum comentário:
Postar um comentário