Descobri o Radiohead já em sua fase final de pop britânico. O disco era o The Bends, que é legal e tem boas canções. Foi no entanto, o Ok Computer, em 1997, em meio às minhas viagens de carro pra Serra Negra, que me levou pra outro lugar e pra um outro nível. A cada nova sutileza musical descoberta no álbum, mais uma piração. Na época estava lendo o Guia do Mochileiro das Galáxias e não tinha como não adorar Paranoid Android, cujo baixo é sensacional; bem, não só o baixo! Considero este álbum, com suas distopias narradas e musicadas, uma obra prima. Depois vieram Kid A, Amnesiac ambos maravilhosos e igualmente estranhos. Não prestei muita atenção ao Hail to the Thief. Em 2001, o mundo entrava numa fase bem pra baixo da qual ainda não saiu e, este disco retrata este período símio Bush comandando o império. Não é mera coincidência....
Mas quando lançaram o In Rainbows fui arrebatado novamente pelas melodias, pela musicalidade e pela narrativa dos caras. Outro disco fundamental, pra mim o melhor da década vindoura, que ofuscou The King of Limbs, que é também muito interessante.
Finalmente, no ano retrasado veio outro petardo de elegância e estranheza: A moon shaped pool que nos mostra que o Radiohead não pode mesmo ser definido com outra palavra a não ser arte. São um caldeirão de idéias, influências, elegância e, claro, de coisas bem obscuras e estranhas algumas vezes. Mas quem disse que o belo precisa ser algo solar? Assisti-los é colocar tudo isso na cabeça e ficar processando por um bom tempo....
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