Lembro de minha juventude, onde era bem mais ativo politicamente (na esquerda) mesmo sem ser filiado partidariamente. Tantos sonhos, tantas coisas a fazer. Saíamos da ditadura, votaríamos diretamente para presidente. Quantas discussões produtivas, atos de paixão pelo futuro que teríamos.
Collor ganhou e depois saiu pela porta dos fundos. Vieram Itamar, FHC e finalmente Lula.... Quanto riso, quanta alegria....
Só que concessões demais foram feitas e, em minha opinião, todo o capital de milhões de votos que nosso presidente tinha foi deixado de lado. Perdeu-se aí uma oportunidade de real mudança no país.
Com Dilma, péssima gerente, vejo todos os sonhos de um país que resolvesse seus problemas mais fundamentais em pouco tempo, irem por terra. Escolhas políticas equivocadas, fisiologismo barato, negociatas em todos os níveis no governo federal.
Já na capitania de São Paulo, com quase 20 anos do PSDB, não estamos melhores. Bem, pros coxinhas de plantão tudo anda muito bem na locomotiva da nação. Seria verdade, se ela não estivesse estancada e enferrujando.
Basicamente, não se construiu uma oposição inteligente e com uma proposta realmente alternativa e factível para o país nestes anos petistas no governo.
Meus sonhos não envelheceram mas o país que sonhei não aconteceu como eu achava.
Aqui uso minha memória afetiva pra falar sobre música, amor e outros temas.
sábado, 24 de janeiro de 2015
Dor
Como medir a dor da gente? A dor da perda, quero dizer. Seja perda amorosa, perda física ou qualquer outra relacionada.
Tem como quantificar toda a angústia, todo o desgaste mental, a ruptura do sistema nervoso, a raiva, a frustração, o ódio, o desprezo?
Como reagir à dor? Batendo? Silenciando? Verbalizando todo a frustração? Gritando? Desqualificando o outro?
No caso amoroso, como funciona o processo de desconstrução do outro na gente? O cérebro nos protege dando ênfase às lembranças ruins em detrimento às boas? Parece-me que este é um fator importante embora não tenha dados pra comprová-lo.
Muito provavelmente todas estas ações ajudam em alguma medida, mas no final do dia só o que temos é a cabeça pesada no travesseiro e uma tristeza sem fim. E o que nos resta é lamber as feridas com esperança de que cicatrizem o mais rápido possível. Mas serão sempre cicatrizes, o tecido nunca mais será o mesmo.
Aprendemos alguma coisa, ou continuaremos a errar? Tantos sinais e tantos erros repetidos. A vontade de continuar vai arrefecendo, quer-se desistir de tudo, até da própria vida. Viver pode ser belo e ao mesmo tempo cruel demais. Dicotomias humanas...
E assim, as dores da existência vem e vão, permeadas por alguns momentos de felicidade.
Tem como quantificar toda a angústia, todo o desgaste mental, a ruptura do sistema nervoso, a raiva, a frustração, o ódio, o desprezo?
Como reagir à dor? Batendo? Silenciando? Verbalizando todo a frustração? Gritando? Desqualificando o outro?
No caso amoroso, como funciona o processo de desconstrução do outro na gente? O cérebro nos protege dando ênfase às lembranças ruins em detrimento às boas? Parece-me que este é um fator importante embora não tenha dados pra comprová-lo.
Muito provavelmente todas estas ações ajudam em alguma medida, mas no final do dia só o que temos é a cabeça pesada no travesseiro e uma tristeza sem fim. E o que nos resta é lamber as feridas com esperança de que cicatrizem o mais rápido possível. Mas serão sempre cicatrizes, o tecido nunca mais será o mesmo.
Aprendemos alguma coisa, ou continuaremos a errar? Tantos sinais e tantos erros repetidos. A vontade de continuar vai arrefecendo, quer-se desistir de tudo, até da própria vida. Viver pode ser belo e ao mesmo tempo cruel demais. Dicotomias humanas...
E assim, as dores da existência vem e vão, permeadas por alguns momentos de felicidade.
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