domingo, 10 de outubro de 2010

A baixaria na campanha eleitoral.

Cá estou, depois de enxugar uma garrafa de Malbec que acompanhou um macarrão ao pesto e de ver trechos do debate, trechos da Dave Mathews Band e do King of Leon no SUW. Perdoe-me o leitor se pareço briaco, mas preciso me expressar a respeito da capa da Veja deste final de semana.
Bem, lá a revista mostra duas frases da candidata Dilma Roussef sobre o aborto. Uma supostamente a favor, e outra contra. Bem, a intenção da revista é clara e não merece quaisquer comentários adicionais.

Eu, honestamente, não entendo a baixaria promovida em torno da questão, nem por um nem por outro lado. A mim, me parece óbvio que esta é uma questão de saúde pública e deve ser tratada como tal por um Estado que deve ser laico! Que me perdoem os católicos e evangélicos de plantão, mas esta é uma questão que não merece estar no debate. Simplesmente porque um presidente eleito deve tratá-la a margem de sua posição pessoal! 

Em minha opinião, o aborto deve ser tratado do ponto de vista individual. Cada mulher ou casal deve ter o direito de optar ou não por levar adiante a opção pela gravidez. Não acho que o Estado deva, baseado em pressões religiosas ter qualquer posição sobre isto, a não ser garantir o direito a saúde das mulheres envolvidas. O que é preferível? Morrer em clínicas clandestinas, sem apoio da família e do governo? Ou ter um apoio oficial sobre sua opção? Eu prefiro a segunda via acompanhada de uma eduação sexual constante de nossos jovens e crianças. Sem tabus ou hipocrisia, por favor! Não voltemos à idade média.

Então, me parece que a questão é muito maior e mais séria do que crenças religiosas que de maneira alguma deveriam sequer fazer parte de qualquer programa de governo.

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