domingo, 31 de outubro de 2010

Uma mulher presidente

Na história da República Brasileira acaba de se eleger a primeira mulher presidente, Dilma Roussef.

Depois de uma campanha política lamentável onde temas absolutamente fora de contexto foram lançados ao eleitor eu acho fantástico que uma mulher tenha sido eleita democraticamente. Vamos lembrar que temos 20 anos de redemocratização, e isto é muito pouco tempo.

Que ela tenha saúde para dar conta do recado e sabedoria para não fazer acordos escusos em troca de uma governabilidade. Que  a educação e a saúde pública de qualidade sejam prioridades deste governo. Que sejam aperfeiçoados os programas sociais, assim como os mecanismos de controle contra a corrupção.

Que todos nós brasileiros nos unamos em torno de um projeto de um país bacana, pacífico, socialmente justo e futuramente uma potência educacional e científica. O caminho é longo mas não podemos perder a esperança.

Update: Deu tudo errado!!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Suicídio

Desculpe-me o leitor (como se eu tivesse algum..rs) pois este blog anda meio pesado. Vou tentar encerrar isto hoje.

Antes porém, eu gostaria de discorrer acerca do suicídio pois soube que um professor de Física da UFABC deu cabo de sua vida na própria universidade.

Bem, sem fazer julgamento de valores, eu acho que não dá pra entender a cabeca de um suicida (do contrário evitaríamos grande parte destes atos) e seria leviano fazer um monte de hipóteses baseadas em achismos que não levariam absolutamente a lugar nenhum.

Fico pensando nos que ficam e na dor que esta gente sente! Filhos pequenos, pais, conjuges, etc. A falta de uma resposta que em uma boa parte dos casos nunca virá. A possível, embora injusta, sensacão de culpa que fica nos vivos pois vão invarialvelmente achar que poderiam ter feito algo para evitar, ou ter dado mais atencão a sinais que agora tornam-se claros depois do ocorrido. Enfim, é uma grande labirinto com zilhões de interpretacões possíveis.

Talvez a resignacão seja um caminho menos doloroso mas duvido que alguém consiga resignar-se facilmente nestes casos. Resta-nos respeitar a escolha daqueles que decidem por este caminho, concordemos ou não com ele.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Um exame de rotina, o mundo caindo

Pois é, eu tava pensando como a vida das pessoas pode mudar diametralmente sem aviso prévio.
Um exame de rotina que pode detectar algo estranho que, se verificado com mais profundidade, dá um diagnóstico assustador, um câncer. Um exame ainda mais aprofundado mostra que ao mesmo tempo em que a extensão não é pequena, o tipo de câncer não é o mais agressivo. Pronto, o mundo caiu como cantava a Maysa...

Sinônimo de morte certa? Talvez sim, talvez não. Medicina não é uma ciência exata, cada caso é um caso, mas os danos psicológicos, ah estes são irremediavelmente terríveis prá família e obviamente para o paciente. Muito provavelmente esta é uma luta inglória que é difícil avaliar se vale a pena ou não ser lutada.

Eu tendo a aceitar que a vida é assim, que o câncer em sua maioria é algo que acomete pessoas mais velhas, que já passaram seu DNA adiante e portanto, sob um ponto de vista evolutivo, já cumpriram sua função biológica. Obviamente existe o câncer infantil que é terrível, mas sob, novamente o ponto de vista evolutivo, é uma regra de seleção natural.

Afinal, quando a expectativa de vida era bem menor, em meados do século XIX por exemplo, este era um problema que não era considerado, assim como o Alzheimer por exemplo. Mesmo que eu esteja enganado quanto à importância do câncer em tempos remotos, eu acho que esta aproximação é em alguma medida verdadeira.

Claro que esta é uma análise fria e nada pode medir a dor das pessoas envolvidas, a sensação de se perder um ente que foi e continua sendo fundamental na vida da gente. Mas talvez nestas horas seja bom não pensar em revolta ou em qualquer tipo de injustiça divina. O negócio é celebrar a vida destas pessoas e ficar com as boas lembranças.

Como dizia o Lennon: Deus é um conceito inventado pra medir o tamanho da nossa dor.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

no ipod

Pixies, Doolittle
Moacir Santos, Ouro Negro
Imelda May, Love Tatoo
I'm not there, Original Soundtrack

domingo, 10 de outubro de 2010

A baixaria na campanha eleitoral.

Cá estou, depois de enxugar uma garrafa de Malbec que acompanhou um macarrão ao pesto e de ver trechos do debate, trechos da Dave Mathews Band e do King of Leon no SUW. Perdoe-me o leitor se pareço briaco, mas preciso me expressar a respeito da capa da Veja deste final de semana.
Bem, lá a revista mostra duas frases da candidata Dilma Roussef sobre o aborto. Uma supostamente a favor, e outra contra. Bem, a intenção da revista é clara e não merece quaisquer comentários adicionais.

Eu, honestamente, não entendo a baixaria promovida em torno da questão, nem por um nem por outro lado. A mim, me parece óbvio que esta é uma questão de saúde pública e deve ser tratada como tal por um Estado que deve ser laico! Que me perdoem os católicos e evangélicos de plantão, mas esta é uma questão que não merece estar no debate. Simplesmente porque um presidente eleito deve tratá-la a margem de sua posição pessoal! 

Em minha opinião, o aborto deve ser tratado do ponto de vista individual. Cada mulher ou casal deve ter o direito de optar ou não por levar adiante a opção pela gravidez. Não acho que o Estado deva, baseado em pressões religiosas ter qualquer posição sobre isto, a não ser garantir o direito a saúde das mulheres envolvidas. O que é preferível? Morrer em clínicas clandestinas, sem apoio da família e do governo? Ou ter um apoio oficial sobre sua opção? Eu prefiro a segunda via acompanhada de uma eduação sexual constante de nossos jovens e crianças. Sem tabus ou hipocrisia, por favor! Não voltemos à idade média.

Então, me parece que a questão é muito maior e mais séria do que crenças religiosas que de maneira alguma deveriam sequer fazer parte de qualquer programa de governo.

sábado, 9 de outubro de 2010

We all shine on John Lennon's memory.

Há 70 anos nascia em Liverpool John Lennon! 

Junto com seus amigos Paul, George e Ringo inventou a música pop conforme a conhecemos hoje! Desnecessário falar da importância dos Beatles para a cultura pop do mundo moderno. Você pode até não gostar deles, mas não há como negar que ninguém influenciou, tocou tanta gente em tão pouco tempo! E continuam a fazer isto, mesmo depois de 40 anos de seu final! E não é isto o que todo artista quer? Falar ao maior número de pessoas possível? Sem hipocrisia aqui, por favor! Comunicação de massa pura!

E John teve um papel importantíssimo nesta vertente dos Beatles. Ele era antes de tudo um comunicador que sabia muito bem vender suas idéiais, fossem elas qual fossem!  Basta lembrar do Bed In para promover a idéia de que a paz era possível em uma época conturbada da história moderna, dos outdoors espalhados pelo mundo: War is over, if you want it! Marketing puro, no bom sentido! E tantos outros eventos que promoveu, sempre ao lado de  Yoko, artista de vanguarda e sua companheira. A simbiose entre os dois remete-me a algo como Rodin e Camille Claudel, Sartre e Beauvoir, Cleópatra e Marco Antônio. Enfim, formaram uns dos casais mais legais da história. E não, ela não foi culpada pela separação dos Beatles.

Muitos podem argumentar que eles eram ingênuos e que os meandros da política são bem mais intrincados do que os artistas podem supor. Mas o que importa é que nas grandes marchas contra o Vietnã nos anos 70, eram suas músicas que as pessoas cantavam.

Lennon faz falta neste mundo louco! Você pode até achá-lo piegas mas não há como negar sua importância para a música e para a revolução comportamental que os anos 60, 70 trouxeram. Bem, todos sabem como a história acabou, mas quero dizer que ele fez uma falta danada nos anos Bush onde uma apatia burra se abateu sobre os EUA. Teria sido bem legal vê-lo agitar as coisas neste período ruim da história. Faz falta sua visão sempre peculiar e ácida sobre as mazelas da humanidade. Mas acima de tudo, sinto falta de sua música! Fico me perguntando onde e o que ele estaria fazendo atualmente.

De qualquer modo, sua mensagem permanece e neste sentido ele não morreu! É prudente deixarmos suas idéias em perspectiva pois sempre um maluco beligerante pode aparecer no mundo. Não nos esqueçamos...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

sábado, 2 de outubro de 2010

Dois lados

Dois lados da mesma moeda,
o ser e o não ser?
o estar e o desaparecer

Completos e ausentes,
iguais e diferentes
Bons e maus 
na mesma hora,
sem demora pra viver,
sofrer ou ter algum prazer

Dois lados da mesma Terra
pobres e ricos do mesmo pó,
tão distintos e sentem-se sós

Mas tudo muda, nada estanca
menos a cicatriz da dança
Tocar em frente, ser coerente
ou andar em círculos desordenadamente

Dois lados da mesma vida
sem ter a sorte decidida
num jogo à toa, de cara e corôa...


Escrita e gravada entre 2002-2005