Tomando umas e outras com meu velho amigo Emílio num boteco do lado de casa ( assim eu posso tropeçar bêbado na rua e cair em casa sem grandes estragos) recorrentemente começamos a filosofar sobre a vida (Filosofia de boteco é foda pois te leva a acreditar que realmente você está falando algo importante naquele momento do espaço-tempo.). E não raras as vezes, a velha questão acerca da existência ou não de Deus, ou qualquer nome que se queira dar pro velhinho barbudo (favor não confundir com papai-noel), surge. Assim como, o que vai ser da gente depois que nos formos.
Eu tendo a achar que Deus é um conceito inventado pela gente para nos dar conforto durante a vida toda para que na hora do juízo aguentemos o tranco.
A verdade é que a gente morre de medo de morrer e acabar por aí. E só por isto, eu entendo que recorramos aos mais estapafúrdios subterfúgios para justificar nossa existência que, sob o ponto de vista do universo, é insignificante. Mesmo que sejamos uns Einsteins ou Newtons da vida, ainda assim, seríamos relevantes para uma espécie somente (Bem, é verdade que até que se prove o contrário, estamos sós neste Universão. Não vamos falar da área 51 aqui, ok?
O ponto é: Por que diabos a gente precisa ir pra um lugar melhor/pior ou até pra um purgatório depois que morrermos? Por que as pessoas tendem a achar que não acaba ali? Por que é tão difícil aceitar que somos obra de um puta de um acaso e, que num piscar de olhos na escala de tempo do universo, podemos desaparecer? Será que realmente vale a pena comprar um terreninho no céu, ou seja lá o que for? A coisa mais sábia que ouvi sobre religião veio de um muçulmano maluco que conheci na França: O cara dizia que a religião foi criada para servir o homem e não o contrário. Parece que temos feito tudo errado ao longo da história....
Porque não aceitar nossa irrelevância nesta porra (que aliás é beeem legal!). Se tivermos sorte depois de umas duas gerações (ou três) ainda seremos lembrados pelos familiares, isto supondo que não vamos bolar nenhuma teoria revolucionária, ser maiores que os Beatles ou Bethoven, nem sacanear muita gente ao mesmo tempo. Com azar, nossa história desaparecerá mais rápido do que isto. And that´s the way it is!
Qual a dificuldade de aceitarmos tranquilamente a evolução das espécies sem alguém inteligente por trás comandando os processos todos?Somos tão manés assim que não conseguimos lidar com a solião da espécie?
Bem, quando chegar a minha hora e eu estiver com a roupa ou fralda geriátrica borrada de medo, talvez eu mude de opinião, mas por hora tenho certeza de que somos mesmo poeira de estrelas e voltaremos a ser.
Um comentário:
Poeira de Estrelas...
Acho que é uma das coisas mais poéticas já ditas sobre a humanidade...o Sagan (puta cara, não será esquecido em 3 gerações) popularizou a expressão
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