Cá estou após assistir a um filme bem decente, Shrink, com o genial e agora execrado Kevin Spacey. Não sei porque diabos a 2001 acha que aquilo é comédia. Definitivamente não é, mas sem dúvida é um belo filme que fez minhas engrenagens cerebrais se movimentarem imediatamente a ponto de me trazerem pra esta tela.
Bem, a história mostra um bando de gente que está literalmente despedaçada por dentro, que procura um psicólogo, psiquiatra ou psico-terapeuta, segundo o dicionário (aqui no Brasil são profissões distintas, até onde sei) que é o mais ferrado deles, by far..
Não, este blog não é um spoiler e não vou contar o filme, mas ele me fez pensar na razão pela qual, em alguns momentos de nossas vidas, nos sentimos tremendamente sós, mesmo não estando de fato. Quer dizer, a maioria tem família, amigos, mas mesmo assim, tudo parece tão desesperador, sem uma luz no fim do túnel que uma solidão inevitável vem, e todo o sentido que buscamos para esta vida, perde-se momentaneamente.
Nem estou falando de perdas que, dependendo de como ocorrem, podem literalmente nos tirar o chão e nos jogar pra abismos, quase inescaláveis (existe esta palavra?). Trust me, já estive lá...
Mas o que me fez pensar mesmo, é que como a partir de um desespero, de um marasmo profundo que nos assola, ainda assim conseguimos nos reconstruir, tocar a vida, mesmo com a dor dilacerante que não vai embora e teima em avisar vez ou outra que está lá sim, e sempre vai estar.
Isto eu acho interessante nos seres-humanos. Continuar vivendo e buscar uma solução, apesar de tudo, de todos os medos que nos assolam, da solidão que sentimos, das perdas que são inevitáveis, das merdas que fazemos. Aparentemente, existe uma vontade de acertar que muitas vezes de um jeito misterioso (não no sentido religioso, antes que alguém venha me dizer isto mas sim relacionado à nossa cadeia evolutiva) nos leva adiante...
A propósito, a música tema é bem legal!
A propósito, a música tema é bem legal!
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