Pois é, eu estava no Morumbi no primeiro show do velho Macca em SP (e o segundo no Brasil) depois de 17 anos! Neste texto eu gostaria de falar um pouco sobre isto.
Eu conheci a obra do Paul bem no início dos anos 80 quando também conheci os Beatles. Devia ter uns 11 anos e começava a me ligar em música. Na verdade já era ligado em música mas não Rock. Ganhei um 20 Greatest Hits dos Beatles da minha Tia Berê e ouvi de cabo a rabo. Nem preciso dizer que pirei. O disco começa com She Loves You e termina com The Long and Winding Road. Foi uma primeira impressão sem precedentes na minha história. E virei um beatlemaníaco quase de carteirinha. Lembro-me que toda vez que vinha a São Paulo levava pra casa um "novo disco" dos Beatles ou do Paul McCartney. Só mais tarde me abri pros outros Beatles e hoje confesso que não tenho um Beatle preferido, variando periodicamente.
Na época havia estourado nas rádios o disco Thriller e um tempo depois veio o Pipes of Peace, que tem entre suas faixas Say Say Say e The Man (dele e do Jacko). Foi meu primeiro disco do Paul e eu o adoro até hoje apesar de ser sobra do Tug of War, é mole? O cara se deu ao luxo de lançar um disco de sobras na minha opinião tão legal quanto o primeiro. Foi aí que tudo começou prá mim.
Revendo-o no palco com a energia de um garoto, com o domínio total do público e desfilando clássico atrás de clássico (desculpem-me seus detratores ou intelectualóides de plantão) dei-me conta de que aquilo que ele atingiu na vida é algo realmente grande! São pouco mais de 50 anos de trabalho e de estrada e gerações se encontrando pra celebrar sua música, sua história, seu papel na cultura do século XX. Realmente ele é o Cara, diria o Obama! E continua relevante e fazendo coisas relevantes, isto é o que mais me surpreende. Tudo isto por amor ao ofício.
Difícil não ter inveja (no bom sentido) de alguém como ele que ainda consegue se divertir com seu trabalho como um iniciante! Bem, ele até pode se dar ao luxo de deixar clássicos de fora de um show que o evento não perderia em nada o caráter catártico que teve. É, eu confesso que estou meio cansado de Let it be, Hey Jude e Yesterday. Mesmo assim a qualidade destas canções é indiscutível.
Em tempo, a organização estava sofrível, como sempre no Brasil. Preços altíssimos, nenhum conforto pra se chegar ou sair do estádio. Nenhuma organização das filas ( como nós brasileiros gostamos de uma, né? ). Transporte sofrível. Sem contar a taxa de conveniência da operadora de ingressos que constitui-se em um assalto a mão armada. Ah, a esta divisão em setores premium, prime ou o caralho e o resto é de doer. Ou há VIPs demais no Brasil ou estamos ficando mais burros.
Aqui uso minha memória afetiva pra falar sobre música, amor e outros temas.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Uma mulher presidente
Na história da República Brasileira acaba de se eleger a primeira mulher presidente, Dilma Roussef.
Depois de uma campanha política lamentável onde temas absolutamente fora de contexto foram lançados ao eleitor eu acho fantástico que uma mulher tenha sido eleita democraticamente. Vamos lembrar que temos 20 anos de redemocratização, e isto é muito pouco tempo.
Que ela tenha saúde para dar conta do recado e sabedoria para não fazer acordos escusos em troca de uma governabilidade. Que a educação e a saúde pública de qualidade sejam prioridades deste governo. Que sejam aperfeiçoados os programas sociais, assim como os mecanismos de controle contra a corrupção.
Que todos nós brasileiros nos unamos em torno de um projeto de um país bacana, pacífico, socialmente justo e futuramente uma potência educacional e científica. O caminho é longo mas não podemos perder a esperança.
Update: Deu tudo errado!!
Depois de uma campanha política lamentável onde temas absolutamente fora de contexto foram lançados ao eleitor eu acho fantástico que uma mulher tenha sido eleita democraticamente. Vamos lembrar que temos 20 anos de redemocratização, e isto é muito pouco tempo.
Que ela tenha saúde para dar conta do recado e sabedoria para não fazer acordos escusos em troca de uma governabilidade. Que a educação e a saúde pública de qualidade sejam prioridades deste governo. Que sejam aperfeiçoados os programas sociais, assim como os mecanismos de controle contra a corrupção.
Que todos nós brasileiros nos unamos em torno de um projeto de um país bacana, pacífico, socialmente justo e futuramente uma potência educacional e científica. O caminho é longo mas não podemos perder a esperança.
Update: Deu tudo errado!!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Suicídio
Desculpe-me o leitor (como se eu tivesse algum..rs) pois este blog anda meio pesado. Vou tentar encerrar isto hoje.
Antes porém, eu gostaria de discorrer acerca do suicídio pois soube que um professor de Física da UFABC deu cabo de sua vida na própria universidade.
Bem, sem fazer julgamento de valores, eu acho que não dá pra entender a cabeca de um suicida (do contrário evitaríamos grande parte destes atos) e seria leviano fazer um monte de hipóteses baseadas em achismos que não levariam absolutamente a lugar nenhum.
Fico pensando nos que ficam e na dor que esta gente sente! Filhos pequenos, pais, conjuges, etc. A falta de uma resposta que em uma boa parte dos casos nunca virá. A possível, embora injusta, sensacão de culpa que fica nos vivos pois vão invarialvelmente achar que poderiam ter feito algo para evitar, ou ter dado mais atencão a sinais que agora tornam-se claros depois do ocorrido. Enfim, é uma grande labirinto com zilhões de interpretacões possíveis.
Talvez a resignacão seja um caminho menos doloroso mas duvido que alguém consiga resignar-se facilmente nestes casos. Resta-nos respeitar a escolha daqueles que decidem por este caminho, concordemos ou não com ele.
Antes porém, eu gostaria de discorrer acerca do suicídio pois soube que um professor de Física da UFABC deu cabo de sua vida na própria universidade.
Bem, sem fazer julgamento de valores, eu acho que não dá pra entender a cabeca de um suicida (do contrário evitaríamos grande parte destes atos) e seria leviano fazer um monte de hipóteses baseadas em achismos que não levariam absolutamente a lugar nenhum.
Fico pensando nos que ficam e na dor que esta gente sente! Filhos pequenos, pais, conjuges, etc. A falta de uma resposta que em uma boa parte dos casos nunca virá. A possível, embora injusta, sensacão de culpa que fica nos vivos pois vão invarialvelmente achar que poderiam ter feito algo para evitar, ou ter dado mais atencão a sinais que agora tornam-se claros depois do ocorrido. Enfim, é uma grande labirinto com zilhões de interpretacões possíveis.
Talvez a resignacão seja um caminho menos doloroso mas duvido que alguém consiga resignar-se facilmente nestes casos. Resta-nos respeitar a escolha daqueles que decidem por este caminho, concordemos ou não com ele.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Um exame de rotina, o mundo caindo
Pois é, eu tava pensando como a vida das pessoas pode mudar diametralmente sem aviso prévio.
Um exame de rotina que pode detectar algo estranho que, se verificado com mais profundidade, dá um diagnóstico assustador, um câncer. Um exame ainda mais aprofundado mostra que ao mesmo tempo em que a extensão não é pequena, o tipo de câncer não é o mais agressivo. Pronto, o mundo caiu como cantava a Maysa...
Sinônimo de morte certa? Talvez sim, talvez não. Medicina não é uma ciência exata, cada caso é um caso, mas os danos psicológicos, ah estes são irremediavelmente terríveis prá família e obviamente para o paciente. Muito provavelmente esta é uma luta inglória que é difícil avaliar se vale a pena ou não ser lutada.
Eu tendo a aceitar que a vida é assim, que o câncer em sua maioria é algo que acomete pessoas mais velhas, que já passaram seu DNA adiante e portanto, sob um ponto de vista evolutivo, já cumpriram sua função biológica. Obviamente existe o câncer infantil que é terrível, mas sob, novamente o ponto de vista evolutivo, é uma regra de seleção natural.
Afinal, quando a expectativa de vida era bem menor, em meados do século XIX por exemplo, este era um problema que não era considerado, assim como o Alzheimer por exemplo. Mesmo que eu esteja enganado quanto à importância do câncer em tempos remotos, eu acho que esta aproximação é em alguma medida verdadeira.
Claro que esta é uma análise fria e nada pode medir a dor das pessoas envolvidas, a sensação de se perder um ente que foi e continua sendo fundamental na vida da gente. Mas talvez nestas horas seja bom não pensar em revolta ou em qualquer tipo de injustiça divina. O negócio é celebrar a vida destas pessoas e ficar com as boas lembranças.
Como dizia o Lennon: Deus é um conceito inventado pra medir o tamanho da nossa dor.
Um exame de rotina que pode detectar algo estranho que, se verificado com mais profundidade, dá um diagnóstico assustador, um câncer. Um exame ainda mais aprofundado mostra que ao mesmo tempo em que a extensão não é pequena, o tipo de câncer não é o mais agressivo. Pronto, o mundo caiu como cantava a Maysa...
Sinônimo de morte certa? Talvez sim, talvez não. Medicina não é uma ciência exata, cada caso é um caso, mas os danos psicológicos, ah estes são irremediavelmente terríveis prá família e obviamente para o paciente. Muito provavelmente esta é uma luta inglória que é difícil avaliar se vale a pena ou não ser lutada.
Eu tendo a aceitar que a vida é assim, que o câncer em sua maioria é algo que acomete pessoas mais velhas, que já passaram seu DNA adiante e portanto, sob um ponto de vista evolutivo, já cumpriram sua função biológica. Obviamente existe o câncer infantil que é terrível, mas sob, novamente o ponto de vista evolutivo, é uma regra de seleção natural.
Afinal, quando a expectativa de vida era bem menor, em meados do século XIX por exemplo, este era um problema que não era considerado, assim como o Alzheimer por exemplo. Mesmo que eu esteja enganado quanto à importância do câncer em tempos remotos, eu acho que esta aproximação é em alguma medida verdadeira.
Claro que esta é uma análise fria e nada pode medir a dor das pessoas envolvidas, a sensação de se perder um ente que foi e continua sendo fundamental na vida da gente. Mas talvez nestas horas seja bom não pensar em revolta ou em qualquer tipo de injustiça divina. O negócio é celebrar a vida destas pessoas e ficar com as boas lembranças.
Como dizia o Lennon: Deus é um conceito inventado pra medir o tamanho da nossa dor.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
no ipod
Pixies, Doolittle
Moacir Santos, Ouro Negro
Imelda May, Love Tatoo
I'm not there, Original Soundtrack
Moacir Santos, Ouro Negro
Imelda May, Love Tatoo
I'm not there, Original Soundtrack
domingo, 10 de outubro de 2010
A baixaria na campanha eleitoral.
Cá estou, depois de enxugar uma garrafa de Malbec que acompanhou um macarrão ao pesto e de ver trechos do debate, trechos da Dave Mathews Band e do King of Leon no SUW. Perdoe-me o leitor se pareço briaco, mas preciso me expressar a respeito da capa da Veja deste final de semana.
Bem, lá a revista mostra duas frases da candidata Dilma Roussef sobre o aborto. Uma supostamente a favor, e outra contra. Bem, a intenção da revista é clara e não merece quaisquer comentários adicionais.
Eu, honestamente, não entendo a baixaria promovida em torno da questão, nem por um nem por outro lado. A mim, me parece óbvio que esta é uma questão de saúde pública e deve ser tratada como tal por um Estado que deve ser laico! Que me perdoem os católicos e evangélicos de plantão, mas esta é uma questão que não merece estar no debate. Simplesmente porque um presidente eleito deve tratá-la a margem de sua posição pessoal!
Em minha opinião, o aborto deve ser tratado do ponto de vista individual. Cada mulher ou casal deve ter o direito de optar ou não por levar adiante a opção pela gravidez. Não acho que o Estado deva, baseado em pressões religiosas ter qualquer posição sobre isto, a não ser garantir o direito a saúde das mulheres envolvidas. O que é preferível? Morrer em clínicas clandestinas, sem apoio da família e do governo? Ou ter um apoio oficial sobre sua opção? Eu prefiro a segunda via acompanhada de uma eduação sexual constante de nossos jovens e crianças. Sem tabus ou hipocrisia, por favor! Não voltemos à idade média.
Então, me parece que a questão é muito maior e mais séria do que crenças religiosas que de maneira alguma deveriam sequer fazer parte de qualquer programa de governo.
sábado, 9 de outubro de 2010
We all shine on John Lennon's memory.
Há 70 anos nascia em Liverpool John Lennon!
Junto com seus amigos Paul, George e Ringo inventou a música pop conforme a conhecemos hoje! Desnecessário falar da importância dos Beatles para a cultura pop do mundo moderno. Você pode até não gostar deles, mas não há como negar que ninguém influenciou, tocou tanta gente em tão pouco tempo! E continuam a fazer isto, mesmo depois de 40 anos de seu final! E não é isto o que todo artista quer? Falar ao maior número de pessoas possível? Sem hipocrisia aqui, por favor! Comunicação de massa pura!
E John teve um papel importantíssimo nesta vertente dos Beatles. Ele era antes de tudo um comunicador que sabia muito bem vender suas idéiais, fossem elas qual fossem! Basta lembrar do Bed In para promover a idéia de que a paz era possível em uma época conturbada da história moderna, dos outdoors espalhados pelo mundo: War is over, if you want it! Marketing puro, no bom sentido! E tantos outros eventos que promoveu, sempre ao lado de Yoko, artista de vanguarda e sua companheira. A simbiose entre os dois remete-me a algo como Rodin e Camille Claudel, Sartre e Beauvoir, Cleópatra e Marco Antônio. Enfim, formaram uns dos casais mais legais da história. E não, ela não foi culpada pela separação dos Beatles.
Muitos podem argumentar que eles eram ingênuos e que os meandros da política são bem mais intrincados do que os artistas podem supor. Mas o que importa é que nas grandes marchas contra o Vietnã nos anos 70, eram suas músicas que as pessoas cantavam.
Lennon faz falta neste mundo louco! Você pode até achá-lo piegas mas não há como negar sua importância para a música e para a revolução comportamental que os anos 60, 70 trouxeram. Bem, todos sabem como a história acabou, mas quero dizer que ele fez uma falta danada nos anos Bush onde uma apatia burra se abateu sobre os EUA. Teria sido bem legal vê-lo agitar as coisas neste período ruim da história. Faz falta sua visão sempre peculiar e ácida sobre as mazelas da humanidade. Mas acima de tudo, sinto falta de sua música! Fico me perguntando onde e o que ele estaria fazendo atualmente.
De qualquer modo, sua mensagem permanece e neste sentido ele não morreu! É prudente deixarmos suas idéias em perspectiva pois sempre um maluco beligerante pode aparecer no mundo. Não nos esqueçamos...
De qualquer modo, sua mensagem permanece e neste sentido ele não morreu! É prudente deixarmos suas idéias em perspectiva pois sempre um maluco beligerante pode aparecer no mundo. Não nos esqueçamos...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Dois lados
Dois lados da mesma moeda,
o ser e o não ser?
o estar e o desaparecer
Completos e ausentes,
Completos e ausentes,
iguais e diferentes
Bons e maus
na mesma hora,
sem demora pra viver,
sofrer ou ter algum prazer
Dois lados da mesma Terra
pobres e ricos do mesmo pó,
tão distintos e sentem-se sós
Mas tudo muda, nada estanca
menos a cicatriz da dança
Tocar em frente, ser coerente
ou andar em círculos desordenadamente
Dois lados da mesma vida
sem ter a sorte decidida
num jogo à toa, de cara e corôa...
Escrita e gravada entre 2002-2005
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Indignação
Nos últimos tempos, desde a morte da menina Isabella Nardoni, notei que os casos de violência contra crianças pareceram pipocar na mídia. Provavelmente, antes da própria Isabela, crimes brutais como estes venham ocorrendo com alguma frequência. Agora, mais uma vez, um menino de 9 anos foi morto dentro da própria escola por um tiro, até onde sei de calibre 38.
Devo dizer que, como pai, notícias como estas me deixam com um nó na garganta e um incômodo desesperador. Como pode alguém, um adulto na grande maioria das vezes, agir com uma violência desmedida contra um ser indefeso que só tem dentro de si uma vontade imensa de descobrir as coisas, de saber como o mundo funciona, que só tem inocência e alegria, e que fundamentalmente nos dão esperança de construir um mundo melhor? Como pode?
Por mais que seres-humanos (estes párias não deveriam receber esta denominação) possam ter transtornos psicológicos ou outras coisas que são colocadas de um ponto de vista jurídico, não se pode perder o foco sobre o crime terrível, abominável.
Muito embora eu entenda que a lei existe e que deve ser cumprida, afinal somos seres racionais e não podemos tratar irracionalidades com mais irracionalidade, custa-me muito acreditar em recuperação do indivíduo nestes casos. Não, não defendo a redução da maioridade penal, nem a pena de morte mas nestes casos considero que não deve haver benefícios para o criminoso. Posso estar errado, contudo.
Pessoalmente, defendo o investimento nas camadas frágeis da sociedade, um sistema prisional justo onde presos recuperáveis sejam de fato recolocados no convívio social e que mereçam outra oportunidade de reerguerem.
Ficam as questões.....
Pessoalmente, defendo o investimento nas camadas frágeis da sociedade, um sistema prisional justo onde presos recuperáveis sejam de fato recolocados no convívio social e que mereçam outra oportunidade de reerguerem.
Ficam as questões.....
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
No meio de um dia qualquer
Cá estou, olhando pra tela do computador. Com um quaquilhão de coisas a fazer e num estado quase entorpecido. Não, não usei drogas! Simplesmente não saio do lugar naquilo que estou fazendo e isto me irrita profundamente. Nada está funcionando, todas as saídas mentais que me proponho não chegam a lugar algum.
Com as pálpebras caídas, semblante indiferente, queria estar em outro lugar qualquer que eu também não sei qual é. Este estado letárgico me corrói, e não consigo fazer absolutamente nada neste momento para sair dele. Desesperador...
As pernas doem, as perguntas me soam todas sem sentido. Esboço um sorriso e as respondo sem refletir por um instante sequer. Engraçado como conseguimos estar em outro estado no espaço-tempo e ninguém ao redor perceber....
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Música pra uma terça sonolenta
-I'm so tired -The Beatles (White Album)
- Good night - The Beatles (White Album)
-I'm only sleeping - The Beatles (Revolver)
-Golden Slumbers - The Beatles (Abbey Road)
- Good night - The Beatles (White Album)
-I'm only sleeping - The Beatles (Revolver)
-Golden Slumbers - The Beatles (Abbey Road)
domingo, 26 de setembro de 2010
São Paulo, 1989
Pois é, o tempo realmente passa de maneira impiedosa...
Ontem mesmo eu fiz 17 anos, saí da casa do meu pai. Lembro que na primeira curva da estrada já tinha deixado pra trás tanta coisa. Engraçado como isto ainda é nítido em mim.
Cheguei pra morar em São Paulo em 1989, o primeiro ano do resto da minha vida, e de muita gente. O país estava se redemocratizando (afinal em 1985 as eleições foram indiretas e o Tancredo havia morrido).
O dia estava chuvoso, era quase a famosa garoa paulistana. Uma visão linda era a Paulista toda vermelha com as luzes dos freios e dos faróis.
Meu tio me levou ao Bar Brahma no centro e tomamos uns chopp's e comemos bolinhos de bacalhau, como esquecer? Depois de algum tempo, foi doído saber que ele não estava muito contente em me hospedar em sua casa. Não acredito em vida após a morte mas mesmo assim, espero que ele esteja num bom lugar hoje. Sempre terei ótimas lembranças dele...
Lembro-me que o ano anterior havia sido especialmente bom. Ía com uns amigos ao clube nadar e conversar sobre o futuro do qual não tínhamos muita idéia de como seria. Acho que a maioria destas pessoas está bem e na luta, como se diz. O fato é que, quando a gente sai sai do nosso habitat, a gente tem claro de que nada mais será como antes (parafraseando o Milton). As muitas estradas que um dia se encontraram dificilmente convergirão novamente.
Mas ganhamos outras coisas, outros amigos, outra vida. Como esquecer da Ana, do Jayr (grandes conversas com este cara que nunca mais vi...), do Renato (sei que este foi pro ITA e também nunca mais o vi..), das aulas de redação no cursinho, do FT, do Giuseppe de matemática, da escadaria do Objetivo Paulista, da estréia do Batman (que é verdade não chega aos pés da versão mais nova), de assistir Indiana Jones e a última cruzada na primeira fila do cinema com a Ana, das panfletagens pelo Roberto Freire, das festas no Partido Comunista onde eu, João e Jayr subíamos a Consolação a pé, conversando sobre política e jazz, completamente bêbados de vodca que provavelmente não era russa. Os shows do projeto SP, o cinema no meio da tarde.
Bem, o ano acabou, todo mundo seguiu seu caminho. Fui pra Unicamp e os amigos pra outros lugares (mas esta é outra história...). Daquele ano que parece que ainda não terminou, ainda tem a Ana, de quem tenho todas as cartas que trocamos nestes anos todos. Este texto é pra ela....
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Músicas para um final de semana cinzento
Kid A (o disco todo), Radiohead
In Rainbows ( o disco todo), Radiohead
The Eraser, Thom Yorke
The birth of the cool, Miles Davis e Chet Baker
1996, Ryuichi Sakamoto
Soul of the Tango: The music of Piazzolla, Yo-Yo Ma
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Shrink
Cá estou após assistir a um filme bem decente, Shrink, com o genial e agora execrado Kevin Spacey. Não sei porque diabos a 2001 acha que aquilo é comédia. Definitivamente não é, mas sem dúvida é um belo filme que fez minhas engrenagens cerebrais se movimentarem imediatamente a ponto de me trazerem pra esta tela.
Bem, a história mostra um bando de gente que está literalmente despedaçada por dentro, que procura um psicólogo, psiquiatra ou psico-terapeuta, segundo o dicionário (aqui no Brasil são profissões distintas, até onde sei) que é o mais ferrado deles, by far..
Não, este blog não é um spoiler e não vou contar o filme, mas ele me fez pensar na razão pela qual, em alguns momentos de nossas vidas, nos sentimos tremendamente sós, mesmo não estando de fato. Quer dizer, a maioria tem família, amigos, mas mesmo assim, tudo parece tão desesperador, sem uma luz no fim do túnel que uma solidão inevitável vem, e todo o sentido que buscamos para esta vida, perde-se momentaneamente.
Nem estou falando de perdas que, dependendo de como ocorrem, podem literalmente nos tirar o chão e nos jogar pra abismos, quase inescaláveis (existe esta palavra?). Trust me, já estive lá...
Mas o que me fez pensar mesmo, é que como a partir de um desespero, de um marasmo profundo que nos assola, ainda assim conseguimos nos reconstruir, tocar a vida, mesmo com a dor dilacerante que não vai embora e teima em avisar vez ou outra que está lá sim, e sempre vai estar.
Isto eu acho interessante nos seres-humanos. Continuar vivendo e buscar uma solução, apesar de tudo, de todos os medos que nos assolam, da solidão que sentimos, das perdas que são inevitáveis, das merdas que fazemos. Aparentemente, existe uma vontade de acertar que muitas vezes de um jeito misterioso (não no sentido religioso, antes que alguém venha me dizer isto mas sim relacionado à nossa cadeia evolutiva) nos leva adiante...
A propósito, a música tema é bem legal!
A propósito, a música tema é bem legal!
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Caminhos virtuais
Sons nítidos na cidade surda,
pessoas nobres, sentimentos vis
Dentro de cada um, ou no meio fio
incoerências que fluem como um rio
Cada um com seus caminhos virtuais
perdidos na noite, fingindo-se ideiais
Dentro de nós, ou no meio fio
mentiras que fluem como um rio
Não há mais espaço pra nós dois
nestes tempos pouco românticos
Não há solução pro nosso amor,
melhor deixar tudo pra depois.
Em cada esquina, em meio aos temporais
almas solitárias sem seus pares ideais
Dentro de cada um, ou no meio fio
sutilezas que fluem como um rio
Escrita e gravada entre 2004-2006
Empty Song
The river in me will flow forever
and it's not the same
could I make it better?
I'm between the devil and the deep blue see
Is it possible to carry on?
Maybe that's my fee
Many times I've cried,
many lives I've lived
but I did not realize
mine was so complete
Many times I'll fight
and many times I'll die
The sun is shinning in somebody's eyes
why not in my mind?
Maybe one more time
Why should I stay here,
if there's no reason to wait?
I'm sure I'll carry on
maybe we'll meet someday
Escrita e gravada entre 2002-2004
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
O Universo ao redor
Estrada do sol,
vento solar
montanhas ao fundo
que vão rumo ao mar
Cheiro de mato
na sua voz
Estrelas nos olhos
e o Universo ao redor
Noites de outono,
mistérios do olhar
Uma mulher,
a Terra a girar
Livros na estante
que o pó não comeu
nossa história
que o mundo perdeu
Trilhos tão velhos
te trazem aqui
Sonhos que acordam
em meio ao cetim
Outra estação
este trem vai partir
A gare se apressa
e vc 'inda aqui...
Escrita e gravada entre 2002-2006
domingo, 19 de setembro de 2010
Músicas pra ouvir, esvaziar a mente e curtir...
Into the light - Led Zep
That's the way -Led Zep
Tangerine -Led Zep
Going to California -Led Zep
That's the way -Led Zep
Tangerine -Led Zep
Going to California -Led Zep
Rocket Man - Elton John
Tiny Dancer -Elton John
Tiny Dancer -Elton John
Summertime - Gershwin, mas a versão da Ella e do Armstrong é imbatível
Solsbury Hill -Peter Gabriel
Mind Games - John Lennon
Mamunia - Wings
Warm and Beautiful -Wings
Warm and Beautiful -Wings
Desagradável...
Lendo os jornais de domingo, inevitavelmente deparo-me com as notícias de política. Ao que parece as eleições presidenciais e estadual, em específico no caso de São Paulo, parecem favas contadas.
De um lado, o PT deve ganhar no primeiro turno a presidência, de outro o PSDB deve ganhar, mais uma vez, o governo paulista. E sinto dizer, mais uma vez, estamos ferrados dudes!! Explico-me brevemente:
No governo petista temos visto uma aparelhagem do estado brasileiro com os companheiros que, sob o meu ponto de vista, vai causar danos que serão muito difíceis de se recuperar em curto prazo: Gente incompetente, corrupta, salafrária, adepta de negociatas está tomando conta do organismo que deveria funcionar independentemente de quem estiver no poder.
Eu não sei como as pessoas conseguem ouvir o nosso mandatário: Tem um discurso vazio e popularesco, no entanto autêntico, devo reconhecer. Não, não voto no PSDB que, embora mereça crédito por algumas coisas (boas e ruins) que estão aí, não é nada diferente dos vermelhos. Talvez sejam mais neo-liberais e ao invés de colocar a tucanada na aparelhagem do estado, eles loteariam as fatias deste entre aliados, ou venderiam a mãe de todo mundo a preço de banana ou trocando por dinheiro podre.
O ponto aqui é: Surpreende-me o fato de um não enxergar o outro como seu semelhante. Os tucanos dizendo que não têm as mesmas práticas petistas é de doer, o Alckimim e o Mercadante discutindo política educacional e energética é de virar o estômago. A Dilma, que realmente parece inventada e o Serra, que todos já sabemos do que é capaz não me parecem cenários nem de perto ideiais! Não pro país que eu sonho ou sonhava, sei lá. A gente vai ficando velho e cada vez mais céticos em relação a tudo. Só pra constar: O projeto para a saúde dos dois não é prioritário de acordo com especialistas, de acordo com FSP (neste caso acho quedá pra levar a sério a reportabem), muito embora, sob o ponto de vista eleitoreiro, estes planos são o que o povão quer mesmo. E dá-lhe médicos especialistas pra galera! Saúde da família e prevenção realmente não dao ibope!
Tudo isto me faz refletir recorrentemente ao longo dos últimos anos sobre o quanto canalhas somos como sociedade. Recusamo-nos a abrir mão do individual em favor do bem estar coletivo, mesmo sabendo que o benefício de todos também vai a favor do indivíduo. É so participar de alguma reunião de condomínio, de alguma congregação ou qualquer outra coisa pra você ver...
Tudo isto me faz refletir recorrentemente ao longo dos últimos anos sobre o quanto canalhas somos como sociedade. Recusamo-nos a abrir mão do individual em favor do bem estar coletivo, mesmo sabendo que o benefício de todos também vai a favor do indivíduo. É so participar de alguma reunião de condomínio, de alguma congregação ou qualquer outra coisa pra você ver...
Eu gostaria muito de uma terceira via! Com gente fina, elegante e sincera governando mas isto me parece uma utopia cada vez mais distante. Dizem que é culpa de o Príncipe do Maquiavel que quase nenhum político brasileiro leu, mas que todos seguem à risca....
Em tempo, hoje vi o Caetano na televisão pedindo votos pra Marina. Bem, se ele que é, até onde sei, ateu está pedindo votos pra um evangélica, que me parece ser criacionista (alguém me corrija se eu estiver errado, pois sinto-me mal sendo injusto...), é porque realmente a coisa está feia, muito feia!!
Em tempo, hoje vi o Caetano na televisão pedindo votos pra Marina. Bem, se ele que é, até onde sei, ateu está pedindo votos pra um evangélica, que me parece ser criacionista (alguém me corrija se eu estiver errado, pois sinto-me mal sendo injusto...), é porque realmente a coisa está feia, muito feia!!
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Música pra ouvir na estrada
Sweetheart of the Rodeo - The Birds -
American I-VI -Johnny Cash-
I'm not there original soundtrack -Dylan, pelos outros-
Listener Supported - Dave Matthews Band -
Snakes and Arrows - Rush-
American I-VI -Johnny Cash-
I'm not there original soundtrack -Dylan, pelos outros-
Listener Supported - Dave Matthews Band -
Snakes and Arrows - Rush-
E a noite
E a noite não vai dizer onde trem vai parar,
nem dos olhos castanhos no infinito negro do céu,
dos pensamentos não encontrados do outro lado da lua,
dos desejos que um dia foram muito mais que sonhos
E a noite vem nos dizer das palavras nunca ditas
amigas da alma e do bem querer
E a noite vem nos acordar pro dia que vai nascer
É chegada a hora de levantar e viver
Não vai parar,
Não vai sofrer,
Há sempre um lugar
em algum olhar
Escrita entre 2005-2007
nem dos olhos castanhos no infinito negro do céu,
dos pensamentos não encontrados do outro lado da lua,
dos desejos que um dia foram muito mais que sonhos
E a noite vem nos dizer das palavras nunca ditas
amigas da alma e do bem querer
E a noite vem nos acordar pro dia que vai nascer
É chegada a hora de levantar e viver
Não vai parar,
Não vai sofrer,
Há sempre um lugar
em algum olhar
Escrita entre 2005-2007
More and Better Blues
Um dia desses, eu estava na livraria Cultura fazendo hora para ensaiar com minha banda de blues e encontrei um livro do Oliver Sacks que se chama Alucinações Musicais. Gostei do título e da capa. Determinadas combinações de cores me atraem e confesso que já comprei muitos livros e discos pela capa, sem qualquer recomendação prévia. Até onde consigo lembrar não me arrependi em nenhuma escolha. Mas não quero escrever sobre este livro que ainda não li. Ele vai ter que esperar a fila andar, como se diz hoje em dia, desde que sou um ser unidimensional quando leio. Sou fiel a meus livros e me relaciono intensamente somente com um de cada vez. Vou escrever sobre música que é o meu amor, provavelmente, mais antigo.
O que realmente importa é o efeito que a música tem sobre mim e sobre um monte de gente. Já pincelei este assunto num outro texto. Como muitos sabem, existe um poder terapêutico no ato de participar de um encontro musical, seja como ouvinte, seja como músico. Pessoas com algum tipo de limitação libertam-se quando fazem parte de um coral, por exemplo. Outros, simplesmente ao ouvir um determinado tipo de música melhoram de humor e o dia fica melhor. A neurociência demonstra os benefícios da música em vários cenários, alguns desoladores.
Como ainda, espero ter tempo o suficiente neste planeta a coisa é mais frugal, e quando toco é com se viajasse no referencial do instrumento. Uma vez li que um contrabaixista famoso quando tocava, ele e seu instrumento tornavam-se uma coisa só. É mais ou menos por aí. Entro num estado catártico e por algum tempo tudo fica melhor, não há público, não há nada que me tire deste instante e não há limites entre o meu braço e o do instrumento. Nestes intervalos não sei conscientemente o que faço mas a coisa funciona. Como cada momento é particular, nunca toco uma música de um mesmo jeito. Esta é a beleza da história. Diversas possibilidades inconscientes.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Pra espantar ou trazer de vez os demônios...
- Exile on main street, Rolling Stones
- Brian Wilson reimagines Gershwin, Brian Wilson
- Doo bop, Miles Davis
- A love supreme, J. Coltrane
- White Album, The Beatles
- Brian Wilson reimagines Gershwin, Brian Wilson
- Doo bop, Miles Davis
- A love supreme, J. Coltrane
- White Album, The Beatles
Entre uma respirada e outra...
Cá estou mais uma vez e surpreso com a minha capacidade de vomitar textos (não que eu os ache grande coisa, mas como terapia bem vagabunda, servem!). Vai ver tinha algo reprimido em mim, ou era só uma grande dor de barriga que durava um enorme tempo.
Entre o quaquilhão de coisas que estou fazendo ao mesmo tempo vou despejar agora minha ira contra o pensamento/comportamento pequeno burguês (sim, eu assumo que sou um e me odeio por isto!).
Pô, tem coisa mais brega que este tal de twitter? Tudo bem, tem gente bacana por lá que eventualmente solta umas frases que acabam aparecendo em jornais, revistas e tal. Mas pelo amor dos meus filhinhos, será que o mundo não tem nada melhor prá fazer do que ficar bisbilhotando a rotina dos outros? E o pior, os outros não tem nada melhor pra fazer do que ficar falando pros demais o que estão fazendo naqueles exatos segundos de sua mísera existência?
Por que diabos eu, ou outra pessoa, quer saber se fulano, sicrano ou beltrano está com dor de barriga, ou vai pros EUA na primavera, ou deu uma bela trepada na noite anterior?? Santa falta do que fazer, diria o Robin...E isto vale pra qualquer rede social similar. Depois de ter cometido orkuticídio há um bom tempo, acho que vou fazer isto no facebook É, acho que tenho tendências suicidas virtuais...
Vá lá, alguém pode dizer que sou demodé, antiquado, anti-social e o diabo! Fuck them, sou mesmo e não tô nem aí com a merda. Não tenho paciência pra falar mais do que 18 segundos ao telefone, quanto mais twittar ou coisas equivalentes. Se bem que é mais rápido...Hum, não tinha pensado nisso...whatever...
Aposto que existem acadêmicos de plantão escrevendo teses, se é que já não saíram, sobre o fenômeno comportamental dos anos 2000, maneiras mais arrojadas de comunicação entre as pessoas e como isto vai definir as relações num futuro próximo. Ok, alguma função isto vai ter. Dar bolsas pra um monte de gente esperta. Mas que é brega, é.....
Talvez com o tempo o sistema se auto-regule e as pessoas passem a ter auto-censura, que nunca é demais, diga-se de passagem. O ruim é ter censura imposta pelos outros.
Eu não quero ter um milhão de amigos...privacidade é boa e eu gosto!
Entre o quaquilhão de coisas que estou fazendo ao mesmo tempo vou despejar agora minha ira contra o pensamento/comportamento pequeno burguês (sim, eu assumo que sou um e me odeio por isto!).
Pô, tem coisa mais brega que este tal de twitter? Tudo bem, tem gente bacana por lá que eventualmente solta umas frases que acabam aparecendo em jornais, revistas e tal. Mas pelo amor dos meus filhinhos, será que o mundo não tem nada melhor prá fazer do que ficar bisbilhotando a rotina dos outros? E o pior, os outros não tem nada melhor pra fazer do que ficar falando pros demais o que estão fazendo naqueles exatos segundos de sua mísera existência?
Por que diabos eu, ou outra pessoa, quer saber se fulano, sicrano ou beltrano está com dor de barriga, ou vai pros EUA na primavera, ou deu uma bela trepada na noite anterior?? Santa falta do que fazer, diria o Robin...E isto vale pra qualquer rede social similar. Depois de ter cometido orkuticídio há um bom tempo, acho que vou fazer isto no facebook É, acho que tenho tendências suicidas virtuais...
Vá lá, alguém pode dizer que sou demodé, antiquado, anti-social e o diabo! Fuck them, sou mesmo e não tô nem aí com a merda. Não tenho paciência pra falar mais do que 18 segundos ao telefone, quanto mais twittar ou coisas equivalentes. Se bem que é mais rápido...Hum, não tinha pensado nisso...whatever...
Aposto que existem acadêmicos de plantão escrevendo teses, se é que já não saíram, sobre o fenômeno comportamental dos anos 2000, maneiras mais arrojadas de comunicação entre as pessoas e como isto vai definir as relações num futuro próximo. Ok, alguma função isto vai ter. Dar bolsas pra um monte de gente esperta. Mas que é brega, é.....
Talvez com o tempo o sistema se auto-regule e as pessoas passem a ter auto-censura, que nunca é demais, diga-se de passagem. O ruim é ter censura imposta pelos outros.
Eu não quero ter um milhão de amigos...privacidade é boa e eu gosto!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Nobody's picture
He was a loner
Maybe a king without reign
For sure a nowhere man
Or still, he was the fool on the hill
Writting silly stupid things for the love of his life
that was dancing in a strawberry field
She was the needle and the damage done
He was as an old furniture in the yard
waiting to be, taken away
She was the flower he never had
a shinny star over his head
she was every morning after a cold night
a tear drop falling from his eyes
Escrita e gravada entre 2002-2003, talvez 2004
Maybe a king without reign
For sure a nowhere man
Or still, he was the fool on the hill
Writting silly stupid things for the love of his life
that was dancing in a strawberry field
She was the needle and the damage done
He was as an old furniture in the yard
waiting to be, taken away
She was the flower he never had
a shinny star over his head
she was every morning after a cold night
a tear drop falling from his eyes
Escrita e gravada entre 2002-2003, talvez 2004
Agora
Agora é a hora
d'ir embora
nesta estrada que apavora
que é a vida,
imponderável
Sofrer,
Chorar,
Cantar,
Os males que se espantam,
são lados de um dado
que não pára de rolar
Círculos, Quadrados
Triângulos, Esquadros
Nada ajusta este teu olhar,
Infinito,
Indefindo
Radiante,
Inquitante
Azuleja o pensamento
Faz voltar o tempo
Eu não sei onde tudo vai dar
Pr'onde esta rua vai
Eu não quero nem saber
Só me interessa você
Escrita entre 2005-2006
d'ir embora
nesta estrada que apavora
que é a vida,
imponderável
Sofrer,
Chorar,
Cantar,
Os males que se espantam,
são lados de um dado
que não pára de rolar
Círculos, Quadrados
Triângulos, Esquadros
Nada ajusta este teu olhar,
Infinito,
Indefindo
Radiante,
Inquitante
Azuleja o pensamento
Faz voltar o tempo
Eu não sei onde tudo vai dar
Pr'onde esta rua vai
Eu não quero nem saber
Só me interessa você
Escrita entre 2005-2006
Treme
Em meio a uma simulação e outra, cá estou eu. Como voces podem perceber estou numa fase de brainstorm merdal e acabo despejando aqui os dejetos da minha mente. Pois bem, chega de falar de coisas chatas como política, minha indignação com um monte de coisas, etc.
Por acaso, peguei sem querer uma série que começou a ser exibida na HBO, cujo nome é Treme. Ela mostra a rotina das pessoas de um bairro, Treme, destruído pelo Katrina em Nova Orleans. O que quero falar não é sobre as agruras, nem sobre o processo de reconstrução da vida destas pessoas que é do que trata a série, e sim da trilha sonora que é exuberante. Tem uma mistura do bom e velho jazz tradicional de Nova Orleans até o Hip-Hop, misturado com blues e jazz que fazem o sangue de qualquer um que goste de música, ferver.
Aliás, acho incrível como a música pode afetar a vida e o humor das pessoas, independente do gosto de cada um. Se bem que li em alguma Physics Today, há muito tempo, se não me falha a memória que um físico russo famoso e genial, o Landau, não curtia! Não consigo me imaginar num mundo sem.
Talvez seja a única linguagem universal. Até mais do que a matemática, que é restrita a um determinado grupo de pessoas. Bem, sempre se pode argumentar que música é matemática, mas quero deixar de fora este lado analítico neste tópico.
Então é isto, se voce gosta só um pouquinho de música, vai atrás da trilha desta série. Obviamente pra quem puder, vale a pena acompanhar, pois a música é o grande fio condutor da série.
Por acaso, peguei sem querer uma série que começou a ser exibida na HBO, cujo nome é Treme. Ela mostra a rotina das pessoas de um bairro, Treme, destruído pelo Katrina em Nova Orleans. O que quero falar não é sobre as agruras, nem sobre o processo de reconstrução da vida destas pessoas que é do que trata a série, e sim da trilha sonora que é exuberante. Tem uma mistura do bom e velho jazz tradicional de Nova Orleans até o Hip-Hop, misturado com blues e jazz que fazem o sangue de qualquer um que goste de música, ferver.
Aliás, acho incrível como a música pode afetar a vida e o humor das pessoas, independente do gosto de cada um. Se bem que li em alguma Physics Today, há muito tempo, se não me falha a memória que um físico russo famoso e genial, o Landau, não curtia! Não consigo me imaginar num mundo sem.
Talvez seja a única linguagem universal. Até mais do que a matemática, que é restrita a um determinado grupo de pessoas. Bem, sempre se pode argumentar que música é matemática, mas quero deixar de fora este lado analítico neste tópico.
Então é isto, se voce gosta só um pouquinho de música, vai atrás da trilha desta série. Obviamente pra quem puder, vale a pena acompanhar, pois a música é o grande fio condutor da série.
Copa do mundo ou um tiro no próprio pé?
Pois é, tardiamente vou falar de um tema que tem me incomodado.
Tenho acompanhado com alguma distância esta discussão toda acerca de São Paulo participar da abertura da Copa de 2014. Depois de várias indas e vindas neste imbroglio todo, parece que a coisa vai, e o Corinthians vai ter um estádio lá em Itaquera. Isto se tudo correr como os políticos acham....
Obviamente o problema não é um determinado time construir um estádio em qualquer lugar que seja. Desde que o dinheiro seja privado, por mim pode-se fazer o que for. Só que sabemos que, neste paisinho de quinta, a coisa não é assim: Depois do Pan-Americano ter estourado seu orçamento em muita grana e até agora, pelo que me consta, nada aconteceu, eu duvido de-o-dó que a construção deste estádio, ou de qualquer outro pelo Brasil, não use dinheiro público e mais, que sejam super faturadas.
Neste caso, o investimento em coisas que realmente importam como saneamento básico, educação, despoluição do Tietê, melhorias nos sistema de transporte público, saúde, segurança, etc, etc, etc, serão colocados em planos inferiores e no final teremos uns estádios bacanas que vão ser sub-utilizados. Resulatdo: A população vai continuar na merda, quase que literalmente, segundo a Rita Lee.
A pergunta que faço, embora seja um amante do futebol e de Copas do Mundo em especial, é: Precisamos realmente de uma neste momento? Ou será que a estamos trazendo pra cá pela nossa auto-estima de país que dizem que está chegando lá? Não seria muito cedo? São Paulo, precisa mesmo de outro estádio, dado que o público presente em jogos rotineiros é sempre abaixo do esperado? Precisamos gastar um absurdo pra fazer um jogo da seleção brasileira?
Bem, toda esta história me parece aquela do sujeito que não tem grana pra botar comida na mesa, vive endividado, mas tem um carro do ano em sua garagem. Vai ver é isto que todos somos..
Tenho acompanhado com alguma distância esta discussão toda acerca de São Paulo participar da abertura da Copa de 2014. Depois de várias indas e vindas neste imbroglio todo, parece que a coisa vai, e o Corinthians vai ter um estádio lá em Itaquera. Isto se tudo correr como os políticos acham....
Obviamente o problema não é um determinado time construir um estádio em qualquer lugar que seja. Desde que o dinheiro seja privado, por mim pode-se fazer o que for. Só que sabemos que, neste paisinho de quinta, a coisa não é assim: Depois do Pan-Americano ter estourado seu orçamento em muita grana e até agora, pelo que me consta, nada aconteceu, eu duvido de-o-dó que a construção deste estádio, ou de qualquer outro pelo Brasil, não use dinheiro público e mais, que sejam super faturadas.
Neste caso, o investimento em coisas que realmente importam como saneamento básico, educação, despoluição do Tietê, melhorias nos sistema de transporte público, saúde, segurança, etc, etc, etc, serão colocados em planos inferiores e no final teremos uns estádios bacanas que vão ser sub-utilizados. Resulatdo: A população vai continuar na merda, quase que literalmente, segundo a Rita Lee.
A pergunta que faço, embora seja um amante do futebol e de Copas do Mundo em especial, é: Precisamos realmente de uma neste momento? Ou será que a estamos trazendo pra cá pela nossa auto-estima de país que dizem que está chegando lá? Não seria muito cedo? São Paulo, precisa mesmo de outro estádio, dado que o público presente em jogos rotineiros é sempre abaixo do esperado? Precisamos gastar um absurdo pra fazer um jogo da seleção brasileira?
Bem, toda esta história me parece aquela do sujeito que não tem grana pra botar comida na mesa, vive endividado, mas tem um carro do ano em sua garagem. Vai ver é isto que todos somos..
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Velhas, bem velhas questões
Pois é, cá estou novamente.
Tomando umas e outras com meu velho amigo Emílio num boteco do lado de casa ( assim eu posso tropeçar bêbado na rua e cair em casa sem grandes estragos) recorrentemente começamos a filosofar sobre a vida (Filosofia de boteco é foda pois te leva a acreditar que realmente você está falando algo importante naquele momento do espaço-tempo.). E não raras as vezes, a velha questão acerca da existência ou não de Deus, ou qualquer nome que se queira dar pro velhinho barbudo (favor não confundir com papai-noel), surge. Assim como, o que vai ser da gente depois que nos formos.
Eu tendo a achar que Deus é um conceito inventado pela gente para nos dar conforto durante a vida toda para que na hora do juízo aguentemos o tranco.
A verdade é que a gente morre de medo de morrer e acabar por aí. E só por isto, eu entendo que recorramos aos mais estapafúrdios subterfúgios para justificar nossa existência que, sob o ponto de vista do universo, é insignificante. Mesmo que sejamos uns Einsteins ou Newtons da vida, ainda assim, seríamos relevantes para uma espécie somente (Bem, é verdade que até que se prove o contrário, estamos sós neste Universão. Não vamos falar da área 51 aqui, ok?
O ponto é: Por que diabos a gente precisa ir pra um lugar melhor/pior ou até pra um purgatório depois que morrermos? Por que as pessoas tendem a achar que não acaba ali? Por que é tão difícil aceitar que somos obra de um puta de um acaso e, que num piscar de olhos na escala de tempo do universo, podemos desaparecer? Será que realmente vale a pena comprar um terreninho no céu, ou seja lá o que for? A coisa mais sábia que ouvi sobre religião veio de um muçulmano maluco que conheci na França: O cara dizia que a religião foi criada para servir o homem e não o contrário. Parece que temos feito tudo errado ao longo da história....
Porque não aceitar nossa irrelevância nesta porra (que aliás é beeem legal!). Se tivermos sorte depois de umas duas gerações (ou três) ainda seremos lembrados pelos familiares, isto supondo que não vamos bolar nenhuma teoria revolucionária, ser maiores que os Beatles ou Bethoven, nem sacanear muita gente ao mesmo tempo. Com azar, nossa história desaparecerá mais rápido do que isto. And that´s the way it is!
Qual a dificuldade de aceitarmos tranquilamente a evolução das espécies sem alguém inteligente por trás comandando os processos todos?Somos tão manés assim que não conseguimos lidar com a solião da espécie?
Bem, quando chegar a minha hora e eu estiver com a roupa ou fralda geriátrica borrada de medo, talvez eu mude de opinião, mas por hora tenho certeza de que somos mesmo poeira de estrelas e voltaremos a ser.
Mais uma
Bem, depois de mais de dois anos, sem ter escrito uma linha sequer neste blog, cá estou...
Peço desculpas ao leitor pelo português errado e desatualizado. Recuso-me a concordar com esta porra deste acordo ortográfico. Nem o velho eu aprendi, quanto mais o novo. Mas, deixando a divagação de lado, vamos ao que interessa.
Depois de mais uma copa do mundo frustrante, que não vale a pena ser lembrada, falemos de coisas mais sérias, ou as Eleições na República das Bananas.
Tendo sido militante afetivo do partido comunista lá nos idos de 1989, sempre votei na esquerda. Bem, isto quando havia a polarização ideológica que a meu ver, não existe mais. Votei sim, no Luís Inácio duas vezes (é bem verdade que na segunda foi de nariz tapado) pois se o nosso sociólogo-mor teve direito a dois mandatos, o metalúrgico-mor também tinha na minha opinião. O argumento é este mesmo! Chinfrinzinho e ingênuo.
Eu achava que o tom do diálogo fosse mudar, ou seja, achava que o novo governo iria chegar e falar pros caras: `Olha galera, menos tá? Vamos ter parcimônia na corrupa...'. E confesso que fiquei bastante supreso com o desenrolar de toda a história ao longos destes 8 anos. O que vi, foi justamente o contrário! Uma cara de pau, pra dizer o mínimo, absurda. No resto, hoje em dia, não vejo grandes diferenças entre tucanos e petistas. Uns aliados com o DEMO, os outros com o clã Sarney e outros notórios 'políticos' destas terras. Realmente uma glória!
Tudo isto pra dizer que a gente tá ferrado, irmão! Prá onde quer que se olhe, não vemos nenhum partido com vontade real de promover a educação de qualidade neste país, a ciência, ou tecnologia. Costumo dizer que se a coisa continuar deste jeito, viraremos uma India. Tudo bem, a gente precisa tirar muita gente da linha de pobreza, mas será que não dá pra ensinar a pescar também, ao invés de dar o peixe prontinho? Tá certo que a brasileirada vai ter que trepar muito pra chegar a um bi de habitantes, mas como dizia o mote da campanha do Obama: Yes, we can!
Aposto que se alguém perguntar pra maioria dos políticos: 'Por que eu devo votar em sua excelência, o candidato?', o bichinho não vai saber responder. Tenta, pra ver!
Chega por hoje. Quem sabe eu volto logo, quem sabe não...
Peço desculpas ao leitor pelo português errado e desatualizado. Recuso-me a concordar com esta porra deste acordo ortográfico. Nem o velho eu aprendi, quanto mais o novo. Mas, deixando a divagação de lado, vamos ao que interessa.
Depois de mais uma copa do mundo frustrante, que não vale a pena ser lembrada, falemos de coisas mais sérias, ou as Eleições na República das Bananas.
Tendo sido militante afetivo do partido comunista lá nos idos de 1989, sempre votei na esquerda. Bem, isto quando havia a polarização ideológica que a meu ver, não existe mais. Votei sim, no Luís Inácio duas vezes (é bem verdade que na segunda foi de nariz tapado) pois se o nosso sociólogo-mor teve direito a dois mandatos, o metalúrgico-mor também tinha na minha opinião. O argumento é este mesmo! Chinfrinzinho e ingênuo.
Eu achava que o tom do diálogo fosse mudar, ou seja, achava que o novo governo iria chegar e falar pros caras: `Olha galera, menos tá? Vamos ter parcimônia na corrupa...'. E confesso que fiquei bastante supreso com o desenrolar de toda a história ao longos destes 8 anos. O que vi, foi justamente o contrário! Uma cara de pau, pra dizer o mínimo, absurda. No resto, hoje em dia, não vejo grandes diferenças entre tucanos e petistas. Uns aliados com o DEMO, os outros com o clã Sarney e outros notórios 'políticos' destas terras. Realmente uma glória!
Tudo isto pra dizer que a gente tá ferrado, irmão! Prá onde quer que se olhe, não vemos nenhum partido com vontade real de promover a educação de qualidade neste país, a ciência, ou tecnologia. Costumo dizer que se a coisa continuar deste jeito, viraremos uma India. Tudo bem, a gente precisa tirar muita gente da linha de pobreza, mas será que não dá pra ensinar a pescar também, ao invés de dar o peixe prontinho? Tá certo que a brasileirada vai ter que trepar muito pra chegar a um bi de habitantes, mas como dizia o mote da campanha do Obama: Yes, we can!
Aposto que se alguém perguntar pra maioria dos políticos: 'Por que eu devo votar em sua excelência, o candidato?', o bichinho não vai saber responder. Tenta, pra ver!
Chega por hoje. Quem sabe eu volto logo, quem sabe não...
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