O Lô Borges, um dos meus heróis musicais, morreu!
Ainda estou atordoado! Afinal de contas, esses caras - esses gênios- que tanto fizeram pela vida da gente, mesmo sem querer ou saber, através de suas canções, deveriam viver para sempre. O corpo físico segue sua jornada voltando a virar poeira de estrelas mas sua obra - já música clássica brasileira- permanecerá até muito depois de mim e de nós todos.
Mas falar do Lô, ou da música do Clube da Esquina, é também voltar no tempo, para os céus outonais/invernais da minha terra, quase Minas Gerais. É voltar para uma época onde se gravava fitas K-7 pra menina amada, de querer compartilhar tantas canções maviosas na esperança de que houvesse uma mínima compreensão da infinitude dos sentimentos que só poderiam ser descritos pelas melodias e letras das canções, já que palavras sozinhas eram insuficientes.
Falar do Lô também é voltar para o meu quarto do velho apartamento dos meus pais onde eu ficava tirando suas músicas no violão, viajando nas letras de seus parceiros também geniais. E mais tarde, tentando compor as minhas próprias viagens fincadas nas raízes de sua obra.
O tempo passou, todo mundo e o mundo mudou, os trilhos seguiram direções distintas mas suas harmonias, melodias e canções estão aqui.
Se eu cantar, não chore não
É só poesia
Eu só preciso ter você